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O Guzerá nos cruzamentos leiteiros

 

A fêmea leiteira Guzerá apresenta um úbere muito bonito, na média. Os ligamentos são fortes, o úbere do Guzerá é constituído por uma pele fina e sedosa que, quando ordenhado, parece um saco murcho. De fato, o úbere do Guzerá encolhe e praticamente desaparece, como se a fêmea nada produzisse. Um bom exemplo parece ter sido o da vaca "Surpresa-JA" que, depois de viajar mais de 3.000 quilômetros, parecia que não tinha leite algum, no momento do Concurso. Muitos sugeriam não incluir a vaca, para não desprestigiar a raça mas o criador foi taxativo e incluiu a vaca que produziu 16,0 kg e venceu o Concurso, mesmo magra e cansada.


Tourinhos Guzerá são utilizados para consertar os úberes pendulosos e as tetas de tamanho exagerado das vacas leiteiras comuns. O touro Guzerá leiteiro é multo utilizado como alternativa zebuina nos cruzamentos onde já foi utilizado o touro Gir. Normalmente, utiliza-se o touro Holandês sobre vaca Gir, formando a novilha Girolando (F-1). Esta novilha tem duas alternativas: a) ser cruzada com um touro europeu (Holandês, Pardo-Suíço, etc) formando o % europeu ideal para regiões amenas; b) ser cruzada com touro zebuino (Guzerá leiteiro) formando o % zebu - ideal para regiões quentes.
Além desse cruzamento inicial, também o Guzerá leiteiro é francamente utilizado sobre vacada leiteira comum, formada pelo cruzamento de várlas raças, para garantir maior firmeza nos sustentáculos do úbere, nos quartos e nas tetas. Além disso, as crias serão de bom porte e multo rentáveis no abate.


Desde o inicio da história do Zebu no Brasil houve cruzamentos entre o Guzerá e as demais raças leiteiras existentes, destacando-se o Holandês, o Pardo-Suíço, o Red-Poli, e outras, bem como com raças de corte como o Durham, o Limousin, o Charolés, etc. Nunca houve, no entanto, um interesse em registrar esse tipo de gado cruzado que, hoje, é chamado de "Guzolando".


No Nordeste, principalmente na região semi-árida, a maioria do gado leiteiro é formada pelo cruzamento de Guzerá com Pardo-Suíço ou com Holandês. Ninguém, no entanto, cogita em registrar as produções, pois a Inconstância climática é um forte desestimulante para as estatísticas.


Somente no ano de 1989 foi aprovado o Regulamento para formação do Guzolando (ou "Guzerando", nome prontamente descartado). A sede da nova raça foi estabelecida em Brasília mas teve pouca atuação. Depois de um período de marasmo, em 1998, decidiu-se pela transferência da sede para a ACGB - Associação dos Criadores de Guzerá do Brasil, em Uberaba (MG).


Talvez o mais importante uso do touro Guzolado seja sobre vacada Girolanda, pois reforça os ligamentos do úbere, corrige o tamanho e direcionamento das tetas. Praticamente toda produção de Guzolando é adquirida por criadores de Girolando.


O touro Guzolando sobre vacada anelorada produz um magnífico resultado no abate. Também é muito utilizado como reprodutor na geração F-2 taurindica, para produção termina¡. O macho Guzolando (F-1) é excelente para o confinamento ou para ser mantido no campo.


O Guzolando é de grande porte, geralmente de pelagem preta ou vermelha, chifres curtos quando não-descornados até a Idade de 30 meses. O úbere é firme, de ligamentos poderosos, permitindo fácil produção acima de 7.000 kg. Principais regiões de Guzolando: Rio de Janeiro, Governador Valadares, Brasília, e todo o semi-árido nordestino, etc. Média de produção: 3.500-5.500 kg/ano com 4,5-5,5% de gordura.

 

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